América Latina

Violência policial contra a marcha do XXXI Encontro Nacional de Mulheres na Argentina

“Você pensa nós não estamos trabalhando?” Foi a resposta de um policial de Rosário diante dos questionamentos de manifestantes e comunicadores que foram atacados brutalmente

Nos dias 7 e 8 de outubro milhares de mulheres se reuniram em Rosário – Argentina para integrarem o XXXI Encontro Nacional de Mujeres, que contou com diversas atividades de formação, debate, produção e denúncia sobre o machismo estrutural na Argentina e na América Latina.

No final do último dia, as mulheres realizaram uma marcha pacífica pelo centro de Rosário, que foi atacada brutalmente pela polícia. Resultando em diversas pessoas feridas.

Tudo começou quando uma parte da marcha elevou seu repúdio a um grupo de reacionários católicos que rezavam em frente a Catedral. Eles estavam protegidos pela Polícia Municial e Federal. Quando aumentou a quantidade de manifestantes, as forças de repressão do estado se prepararam para atacar nas imediações da Catedral. Y ya chegaram atirando bombas de gas lacrimogêneo e balas de borracha, apontando diretamente a multidão de pessoas que se juntavam aí.

Além de 20 manifestantes feridos, comunicadoras dos veículos alternativos – Télam, Mucho Palo Noticias e Revista Panza Verde – também resultaram feridos pelos ataques brutais do braço armado do Estado Argentino.

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Movimentos denunciam a farsa oficial de que “houve um incidente”. Por que não há forma nem palavra para maquear o que sucedeu. O fato concreto é que a polícia reprimiu com violência uma marcha pacífica. De um lado o movimento de mulheres organizadas contra o patriarcado e a violência de gênero, que entre suas múltiplas bandeiras de luta está a denuncia das práticas violentes da polícia cotidianamente. De outro trabalhadoras da imprensa, que foram atacadas para não registrar a violência praticada pela polícia e evidenciar o terrorismo de estado dos governos argentinos.

Um policial golpeou com o cacetete a câmera de uma mulher que tirava fotos a curta distância. O reporter do jornal Télam foi atingido por 3 balas de borracha. Uma delas atingiu seu rosto. “Me acertaram para que eu parece de tomar fotos”, e mais “O que isso senão repressão e violação do direito a liberdade de imprensa?” comentou o reporter depois dos ataques.

A frase do policial dizendo que “está trabalhando” na manchete dessa nota, deixa evidente o papel de repressão que cumprem as forças de segurança. Afirmando seu posto de braço repressivo do estado para atacar movimentos que se levantam contra o machismo e as injustiças promovidas por governos e seus capangas. E também seu papel de protetor dos violadores, visto que estavam protegendo os católicos e a Catedral.

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Nós comunicador@S do Rio de Janeiro repudiamos a violência contra as companheiras da marcha resultante do XXXI Encontro Nacional de Mujeres e declaramos todo nosso apoio as comunicadoras que foram atacadas em seu direito de comunicar e não se curvaram diante do ataque da polícia as suas câmeras.

Veja o vídeo das companheiras do coletivo de Rosário Crónicas Del Gatillo Fácil que mostra o ataque da forças policiais contra a marcha e comunicadoras.

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