Rio de Janeiro

Uerj às ruas contra a privatização da educação

Por Rodrigo Duarte Baptista

Aconteceu na quinta-feira (23/03) um ato realizado por estudantes, professores e demais servidores públicos estaduais, todos às ruas contra o sucateamento e privatização da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e todas as outras universidades do estado do RJ que repousam sob a mesma ameaça.

A concentração do ato teve início às 16h na Praça Largo do Machado, na zona sul da cidade. Após alguns minutos se organizando, os manifestantes se dirigiram em direção ao Palácio da Guanabara, sede simbólica de todos os burocratas que aviltam contra os direitos do povo, inclusive o governador Pezão.

Manifestantes ocuparam o bairro de Laranjeiras. Foto: Rodrigo Duarte Baptista.

Manifestantes inundaram as ruas com gritos e canções contra as privatizações em geral, que tiveram início no governo petista e que foram aplicadas de forma ainda mais contundente no governo Temer. Quem sofre diretamente com as medidas neoliberais adotadas por tais governos? O/A trabalhador/a, o/a estudante e todos/as aqueles/as que ocuparam, nesse dia, as ruas nobres ao redor do Palácio da Guanabara, se manifestando pela manutenção de seus direitos.


Atrizes da Escola de Teatro Martins Pena lutando pela resistência da UERJ. Foto: Rodrigo Duarte Baptista.

Estudantes da UENF, UEZO, apesar da significativa distância da capital do estado, marcaram presença e somaram na luta da UERJ. Além deles, também se uniram à manifestação atores e atrizes da Escola de Teatro Martins Pena que denunciaram o estado deplorável de muitos teatros cariocas. Junto dos gritos, bandeiras e cartazes as intervenções artísticas desses artistas se fizeram presentes.

Além das pautas do Movimento Estudantil, o microfone teve como protagonista um membro da resistência indígena da Aldeia Maracanã. Ele denunciou as violentas tentativas de remoção dos indígenas de seu território legalmente reconhecido. Apesar de inconstitucional, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP) insiste em atentar contra os direitos dos povos originários. A Aldeia Maracanã clama por ajuda do povo no processo de restauração de sua cultura e dignidade!

Policiais cercaram o ato e impediram ambulantes de trabalhar. Foto: Rodrigo Duarte Baptista.

Apesar dos manifestantes chegarem ao destino do ato, sem repressão da Polícia Militar, o mesmo não ocorreu para os trabalhadores ambulantes. Impedidos de comercializar suas mercadorias às portas do Palácio, a PM mais uma vez prestou seu desserviço à população: proibiu o exercício legal da profissão desses vendedores. Os motivos? Nada além de autoritarismo. O Movimento Estudantil, infelizmente, pecou no que tange as denuncias desse abuso de autoridade por parte do Estado. Nada foi mencionado no microfone.

Manifestantes às portas do Palácio da Guanabara. Foto: Rodrigo Duarte Baptista.

Após alguns minutos de intervenção artística em frente ao Palácio e com os vendedores ambulantes sendo impedidos de trabalhar às portas da ‘’Realeza Carioca’’ o ato caminhou, então, para seu encerramento pacífico nos portões do Palácio da Guanabara – outrora palco de ações diretas protagonizadas por movimentos sociais independentes, em junho de 2013.

Reportagem e Fotografia: Rodrigo Duarte Baptista
Direção de jornalismo MIC: Carlos Augusto Lima França.

Rodrigo Duarte Baptista cursou Filosofia e está se graduando em Direito também na Universidade Federal do Rio de Janeiro, desde 2016 atua como jornalista independente.

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