Política

Sinistro da justiça

Por Renato Guimarães.

1) Moraes diz que vai erradicar a maconha da América do Sul;

2) Complementa dizendo que vai propor:
a) mais rigor para a progressão de regimes de cumprimento de penas;
b) o aumento do número de agentes e das atribuições da Força Nacional, através do remanejamento da verba originariamente destinada ao fundo do sistema penitenciário;

3) Com isso, vai calibrando o tom bolsonaresco para a campanha ao governo de SP em 2018;

4) Com a desmoralização partidária e o sucesso de outsiders tipo Doria Jr. – eleito com propostas demagógicas e totalmente distanciadas da realidade cuja mira era a classe média individualista, carreirista e seletivamente indignada de patópolis -, há um clima de boçalidade generalizada no ar;

5) A diferença entre um Beira-Mar e um Jorge Paulo Lemann é que o primeiro foi levado à ilegalidade por alguns burocratas da Anvisa, políticos e ministros do STF, que resolveram não se mexer para reverter a anacrônica, arbitrária e desarrazoada proibição de algumas substâncias psicoativas;

6) Com a proibição de algumas substâncias e a manutenção – ou até o crescimento, sobretudo por falta de tratamento adequado aos usuários – de sua demanda, a produção e a venda dessas drogas etiquetadas como ilícitas, por gerarem altos lucros, continuam atraentes;

7) As consequências são a violência desenfreada que chega perto de números de guerra e genocídio, corrupção policial, falta de tratamento químico adequado, falta de controle sobre as substâncias produzidas e vendidas etc;

8) Caso o álcool fosse proibido, teríamos botequins e fábricas de bebidas guarnecidos com pistolas, fuzis, granadas, batalhões entrando no esquema, alcoólatras sendo criminalizados e estereotipados etc;

9) Quem aposta na “Guerra às drogas” normalmente mora muito bem e vive longe das zonas de conflito mais intenso;

10) Volte a escrever livros ruins de Direito Constitucional, Moraes! O dano é restrito à inteligência de quem os lê;

11) Obrigado, Geraldo Alckmin, por retirar essa besta-fera do ostracismo político!;

12) Rodrigo Duterte, o moralista genocida filipino, vai adorar saber que há uma potencial caixa de ressonância dele aqui pelo Patropi!

guerra-as-drogas

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