Movimentos Sociais

Seremos escravxs desse sistema até quando?

Por Marcella Vieira.

Literatura e poesia marginal:

Correria do cotidiano
E pra as manas é como?
Mãe solteira na sociedade machista
Negra na sociedade escravista
E a luta diária pra ser feminista?
E a violência contra a mulher?
Eles querem nos calar com seus chicotes el patrono
Vivemos moldados pra ser quem não somos
E entre esse mundo e dos sonhos
Escolho aquele que os baixos tomam o trono
Para os pobres sofrer é normal e para os banqueiros é mais capital
Na rotina esquecemos nós mesmos e até quem queria que fossemos
Olhamos só pra hora e o tempo que levo no trem pra chegar no trampo
Seremos escravos desse sistema até quando?
Seja preto, homem ou mulher
Índios, mestiços o que for
No fim do dia o que importa é o bolso cheio do dinheiro que nos roubou
Eles querem calar nossa dor
Com o suor pra comprar o pão, que não alimenta só um, mas sacia os irmãos
Fortalecer devia ser nossa missão
Enquanto rico conta dinheiro, pobre sofre como um cão
Nessa ilha de edição, não faço o que quero, mas o recomendado
Pra ganhar mais um extra e repartir os nossos pedaços
Em terra de ambição, o que manda é o capital
Em terra de favelado, o que prevalece é o amor, a união
Aqui todo mundo é irmão
O teu preconceito não aturo não
O teu desaforo não aturo não
E essa conversa fiada pseudo politizada não engrossa nem o feijão.

Poesia dedicada à rapper e poetisa Negra Re e também a todas mulheres que lutam contra a opressão do patriarcado.

Foto: Marcella Vieira.

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