Anarquia

O processo do uso da violência anarquista

Não sou contra a violência, nem sou contra o anarco-ilegalismo. Ao longo da história para derrubar governos e regimes, foi sempre com batismos de sangue.

Os black Bloc, agem após retaliações, mas são altamente preparados fisicamente e mentalmente, mas você fala com eles fora contexto e são gente pacífica e simples.

Todos os nossos companheiros que lutaram e morreram pela causa, devem ser sempre recordados.

Não sou sim a favor da violência “gratuita”, como postura habitual, porque estamos a dar uma imagem errada do que é o anarquismo e continuamos a ser rotulados como vândalos.

Muitos se afastaram de mim, por ser anarquista, mas muitos ficaram porque começaram a compreender o que é o anarquismo. Liberdade, Igualdade, Ajuda-mútua, Auto-gestão. E outros que conheci mais tarde, também começaram a entender.

Nós como anarquistas, não devemos encher o saco do povo a explicar a história toda do anarquismo, porque ninguém aguenta, e é um saco mesmo!

Acredito que devem conhecer o nosso lado de igualdade, ajuda e amor. Acredito que devem conhecer primeiro o capitalismo e a forma como mata diariamente. Depois entenderem o consumismo excessivo. O patriarcado, o racismo, o fascismo, as diferenças, para compreenderem a nossas lutas. Com as pessoas com menos instrução e com outras alienadas, é imprescindivel paciência. As novas gerações devem ter abordagens especiais, porque a violência é normal devido á TV e as horas que passam agarrados num PC.

Odeio polícia, não confio em tal raça, como em criminosos de colarinhos brancos e tantos outros que roubam e oprimem o povo.

Não me enquadro em revoluções da flores, nem revoluções zen, porque quem pensa assim, está a deixar acontecer a morte dos nossos irmãos em função do seu bem-estar “espiritual”, ponto!
Portanto acredito em violência com o sistema, mas não no nosso dia-a-dia. Sou anti-social, só gosto de falar sobre o que interessa, mas por vezes deixo o meu comodismo e vou falar com pessoas, do meu bairro, outras conhecidas e outras que nem conheço.

E nesta caminhada com os meus sapatos, vi que quem é anarquista, tem que abdicar de muita coisa, mudar de hábitos, não vou pregar e não fazer. Anti-Capitalismo, boicote ao consumismo, libertação animal e algumas outras que cada um decide.

A união das pessoas é o mais importante para a revolução que ansiamos, a união e não a desunião.

Viva a anarquia!

Por: Algum Anarquista

Liberdade para Rafael Braga Vieira!
R.I.A.

“Que as chamas da insurreição iluminem o caminho para a liberdade”

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