Luta Contra o Racismo

O pantera negra Fred Hampton

“Você pode matar o revolucionário, mas você não pode nunca matar a revolução.”
Fred Hampton

Semana passada, 30 de agosto, o pantera negra Fred Hampton faria 69 anos de vida se não tivesse sido covardemente assassinado pela supremacia branca por meio de um infiltrado. Precisamos sempre honrar, relembrar e, principalmente nos inspirar em quem veio antes de nós. Esse cara foi assassinado justamente por seu potencial revolucionário, palavra esvaziada pela esquerda estelionatária, mas era como ele gostava de se definir e que se definisse quem estivesse ao seu redor…

Em tempos de revolucionários de rede social, filósofos, afetados, emocionados, vanguarda  intelectual de facebook, é sempre bom voltar a atenção para quem fez algo real, concreto e o principal, morreu por isso, morreu por perceber que melhor que ressaltar nossas discordâncias e diferenças é ver que temos muito em comum contra os inimigos.

Hampton estava numa articulação que visava unir forças com o movimento LGBT, com as gangues de rua e o movimento de porto riquenhos de Chicago numa época em que as pessoas não eram radicais apenas na retórica e foi justamente isso que fez o sistema sentir sua alta periculosidade, o cara tava nas ruas, construindo algo real, com as pessoas, com todo potencial e contradições que estar na rua traz, mas ela é nosso lugar, somos povo de sol e povo de rua, não podemos nos encastelar.

Ele foi um orador extremamente eloquente e carismático e depois de um discurso inflamado dentro de uma igreja de uma comunidade, na madrugada desse dia ele foi alvejado enquanto dormia (dopado por um infiltrado) ao lado de sua esposa grávida. Sua esposa sobreviveu e tanto ela quanto seu filho seguem lutando contra o sistema racista.

Que seu filho não seja o único fruto de sua luta, que todos nós nos inspiremos e honremos sua vida e a de todos os nossos ancestrais que nos permitem estar aqui hoje.

FRED HAMPTON PRESENTE!

Por: Quilombolista Favelado

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