Movimentos Sociais

A Modernidade e os Sindicatos

Por André Borges.

A era da“modernidade ” traz aos trabalhadores um forte motivo para reflexão: Os sindicatos vão desaparecer como órgãos de representação dos trabalhadores? Evidentemente, nada é eterno. E nem sempre existiram os sindicatos. Eles surgiram da necessidade de organização dos trabalhadores que precisavam ter um instrumento eficaz na defesa dos seus legítimos interesses.

A nova ofensiva do imperialismo, hoje camuflado de neoliberalismo, tem como um dos seus objetivos fundamentais destruir todas as conquistas dos trabalhadores: jornada de trabalho semanal de 8 horas; salário mínimo, 13º salário, aposentadoria, férias e tantas outras consagradas por décadas de lutas. E o sindicato, sem dúvida alguma, é uma delas, senão a mais importante por ser a principal “ferramenta” do arsenal de luta da Classe Operária. E como o proletariado, ao contrário do que dizem as pitonisas do neoliberalismo, continua a crescer na importância que sempre teve como vanguarda na contradição Trabalho x Capital, seus sindicatos dificilmente desaparecerão.

O avanço tecnológico não representará tal ameaça. É bem verdade que eliminará algumas categorias mas criará outras, até mais avançadas, devido justamente ao melhor nível de formação que exige o avanço científico e tecnológico. Entretanto, o neoliberalismo, a nova forma que assumiu o imperialismo, nunca deixará de ter a sua existência intrinsecamente ligada à exploração da mais-valia, nunca poderá continuar a existir senão dessa maneira. Logo, os sindicatos continuarão existindo pela simples razão do proletariado continuar existindo como pólo oposto da contradição antagônica Trabalho x Capital

O que certamente deverá ocorrer é a modernização dos sindicatos, devido à internacionalização cada vez maior do proletariado em função das Empresas Transnacionais. O neoliberalismo não conseguiu e jamais conseguirá diminuir a importância do proletariado como vanguarda do processo histórico da Luta de Classes e consequentemente seus sindicatos não desaparecerão, assim como não desapareceram as fábricas, como não desapareceu a exploração da mais-valia como forma de enriquecimento dos patrões. Isso tudo só desaparecerá com o triunfo do Socialismo, que está mais vivo do que podem pensar as sacerdotisas do neoliberalismo. Mas isso será outra reflexão que os trabalhadores terão que fazer.

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