Anarquia

Marcha Antifacista em São Paulo

No dia 30 de abril cerca de 5 mil pessoas se reuniram na Praça da Sé no centro da cidade e marcharam denunciando o avanço do facismo.

No mesmo dia diversas marchas e protestos aconteceram no país, em um ato unificado de denúncia e repúdio ao discurso facista que vem sendo normalizado pela mídia hegemônica e propagado por políticos das bancadas fundamentalistas e latifundiárias.

Foto: Vito Ribeiro – Praça da Sé, concentração da marcha.

 

No curso da polarização política que a mídia e os setores empresariais do poder vem orquestrando, essa articulação é um grito forte para despertar consciência sobre a mesmice presente entre um lado e outro – ‘esquerda’ e ‘direita’. A juventude radicalizada identifica claramente que os governantes, legisladores e juízes respondem aos mesmos comandos empresariais, e que essa dualidade esquizofrênica não tem nada a ver com a autodeterminação e com o poder popular.

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Foto: Vito Ribeiro

Diversos movimentos marcaram presença na marcha que reuniu cerca de 5 mil pessoas na Praça da Sé, que saíram bradando pelas ruas do centro de São Paulo rumo ao prédio do antigo Dops, na Rua Voluntários da Pátria – onde funcionou um dos piores instrumentos de repressão e tortura da ditadura militar brasileira. Comandado pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, em um dos piores episódios do facismo brasileiro.

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Foto: Vito Ribeiro

Ao chegar na Estação da Luz, grupos organizadores da marcha decidiram seguir para a Escola Técnica Centro Paula Souza, que foi ocupada pelos estudantes no dia 28 do mesmo mês. O momento da chegada foi emocionante, e mantém acesa a chama da luta e do protagonismo da juventude radicalizada, que consegue fazer uma leitura da conjuntura política pra além da dualidade midiática e identificar os reais inimigos do povo.

Até o final da marcha nenhum caso de agressão policial ou detenção foi noticiado.

Foto: Vito Ribeiro

Foto: Vito Ribeiro

 

Assista ao vídeo produzido na marcha.

 

 

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