Terrorismo de Estado

Letalidade policial cresce 78% no Rio antes das Olimpíadas

Faltam 33 dias e nove horas para o começo das Olimpíadas Rio 2016. Até lá, a polícia deve matar mais 90 pessoas no Estado.
 
O resultado das recentes operações para garantir a segurança dos jogos resultou em um aumento de 78% no número de mortos por ação policial. Entre os meses de fevereiro e maio deste ano, o número de mortes por ação policial no Rio de Janeiro cresceu de 47 para 84 mortes. Em maio, a polícia matou uma pessoa a cada 9 horas.
Mortes por ação policial no período de fevereiro a maio de 2016, em preparação para as olimpíadas. Dados: Instituto de Segurança Pública

Mortes por ação policial no período de fevereiro a maio de 2016, em preparação para as olimpíadas. Dados: Instituto de Segurança Pública

Nos 5 primeiros meses de 2016, os batalhões que registraram maior número de mortes foram Pavuna (23 mortos), Belford Roxo (19), Alcântara (18), Neves (17), Fonseca (17) e Bonsucesso (14). O 7º Batalhão da Polícia Militar, em Neves (São Gonçalo) é o mais violento, com uma taxa média de 1 morte para cada 276 habitantes, por ano.
Copacabana e Ipanema registraram apenas uma morte, cada.
As ações da polícia tem sido tão violentas que a juíza Angélica dos Santos Costa, determinou no dia 30 de junho a suspensão de buscas domiciliares e cumprimento de mandados de prisão no Complexo da Maré, zona norte do Rio, durante a noite.

No dia 30 de junho, a polícia matou cruelmente um jovem no Borel. Jonathan Dalber Matos, de 16 anos de idade, faleceu no hospital em decorrência do ferimento a bala causado pelo disparo de um policial militar. No final do mesmo mês, PMs invadiram um baile funk, mataram seis pessoas e feriram mais de trinta.

Além do direito à vida, a liberdade de expressão também está sendo cerceada. No primeiro dia deste mês, dois rapazes foram presos por publicar críticas a polícia na internet. Wesley Venancio, 19 anos, ouviu barulho de tiro ao acordare decidiu escrever um post criticando a atuação da polícia, dizendo que os PMs ficaram com “medo” dos criminosos. “Pra pegar os filhos dos outros e bater na cara e outras coisas eles são bons. Aí chega o crime organizado aqui e leva um banco, e os PMs sumiram, cadê? Correu”. O rapaz foi preso por desacato.

Até quando viveremos sendo reféns da polícia e do Estado?

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