Internacional

Governo espanhol contra a independência da Catalunha

Continua a repressão do governo espanhol contra a realização do referendo de independência da Catalunha. Nessa madrugada do dia 21 de setembro, o domínio “ref1oct”, que abrigava diversos sites sobre o referendo, foi tirado do ar.

O governo de Madrid confiscou quase 10 milhões de cédulas da votação que está marcada para 1 de outubro de 2017.

Como se não bastasse, o governo espanhol “alugou” navios-cruzeiros para abrigar os mais de 4 mil policiais mandados para a região na função de reprimir manifestações a favor do referendo e impedir que o pleito ocorra. Os trabalhadores do porto de Barcelona e da cidade vizinha Tarragona fizeram assembleias hoje de manhã, em que ficou decidido, por unanimidade, que eles não vão prestar serviços para os polícias. Eles consideram que são “barcos da repressão” e tomaram a decisão baseada nos Direitos Humanos. “Se fosse um barco de refugiados proveríamos o serviço sem pensar duas vezes, mas para estes barcos, se nos pedirem, não vamos dar”, afirmaram os trabalhadores do Porto de Barcelona.

Os jornais de Madrid acusam os polícias de “pegarem leve” na repressão contra os manifestantes e questionam se deveriam ser destituídos da força policial.

Os presos que até ontem, 20 setembro, eram 12 subiram para 14 pessoas, com um detalhe que todos esses presos ocupavam altos cargos no governo regional da Catalunha e, possivelmente, ocupariam posições no novo governo catalão. Ou seja, são figuras importantes tanto na transição para a independência quanto na reestruturação do novo país.

A concentração da manifestação hoje é em frente ao Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, no Centro de Barcelona, para forçar a libertação dos 14 presos da Generalitat Catalã. Já foram impetrados 11 habeas corpus, 6 foram negados e 5 ainda vão ser julgados.

Em discurso, ontem à noite, o primeiro-ministro Mariano Rajoy afirmou que o referendo é ilegal e que não vai ocorrer. Diversas cidades na Espanha realizam manifestações de apoio à Catalunha, no que consideram já não mais uma questão apenas de independentismo, mas de Direitos Fundamentais e defesa da Democracia.

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