América Latina

Denúncia de detenções ilegais de indígenas em Honduras

Alerta do COPINH de detenções ilegais dos companheiros: Santiago Sánchez, Luiz Alonso Sánchez, Remigio Sánchez, José Martín Gonzales García y Arnold Javier Sánchez Domínguez.

Todos residentes e ativistas da aldea de San Bartolomé, município de Intibucá. Os cinco companheiros foram detidos no dia 13 de janeiro por suposto envolvimento em delito de usurpação de terreno, que na verdade é sua propriedade, que possuem há mais 50 anos, como título ancestral.

Por este terreno pagam impostos a prefeitura e atualmente se encontram em trâmite de escritura pelo Instituto Nacional Agrário. Em uma audiência inicial em Intibucá foram determinadas medidas de impedimento ao uso da terra para trabalho, onde justamente eles tem suas plantações, e foram impedidos de entrar em contato com Nancy Dolores Aguilar, que é quem reivindica o terreno e está processando eles.

Os companheiros da comunidade San Bartolomé tem mantido solidariedade e apoio a comunidade de Rio Blanco na resistência contra o projeto hidroelétrico de Agua Zarca, da empresa DESA.

A detenção está claramente relacionada ao envolvimento do Ministério Público e do poder judicial com os grupos poderosos do processo racista e genocida de saquear terras indígenas. O mesmo poder judiciário que persegue com terrorismo a organização COPINH(Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras), é o mesmo que se proclama investigador exclusivo dos assassinatos contra as integrantes da organização. Essa conduta do juiz é o que vem garantindo a impunidade em todos esses crimes, como tem sido feito para proteger os mandantes do assassinato de Berta Cáceres e a completa falta de investigação pros demais casos de mortes.

Esta ação se realiza no contexto do incremento das ações repressivas do plano Colômbia/México em Honduras, que busca distribuir mediante repressão e ações clandestinas o movimento social afro-indígena de Honduras. Com o único fim de saquear bens comuns do povo hondurenho e entregar-los para a exploração privada e o benefício transnacional.

 

Essas ações estão na agenda mais atual de avanço do capital estrangeiro em terras ancestrais e fortalecidas por organizações populares consolidadas como é o COPINH.

Meios de comunicação independentes e movimentos sociais pedem solidariedade do Brasil e demais países do continente e ampla difusão do verdadeiro estado de exceção que o governo hondurenho aliado ao capital privado, têm levado a cabo nas áreas tradicionais indígenas.

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