Rio de Janeiro

Corregedoria prende Major da PM comandante da UPP do Caju suspeito de tráfico de drogas no Rio de Janeiro

Um arsenal com mais de 3 mil balas de vários calibres na sala do comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Caju, armas raspadas e drogas sem a “procedência” levaram à prisão o comandante, major Alexandre Silva Frugoni de Souza, nesta quarta-feira (11/10/17), em megaoperação da Corregedoria da PM.

Sua esposa, a também oficial da corporação major Paula Frugoni, foi autuada. Na madrugada de quinta-feira, a PM informou por meio de nota que outros 21 policiais militares foram detidos na ação. Na manhã desta quinta, em outra nota, a corporação informou que três policiais foram detidos.

Só no gabinete de Frugoni, além da munição, a corregedoria encontrou uma pistola glock raspada e quatro carregadores. Na residência do oficial, que tem salário em torno de R$ 15 mil e é um dos melhores atiradores da PM, foram apreendidas carabina 40 e pistola ponto 40. O armamento é da PM, mas ele não tinha autorização de levar para o local. Na casa do pai do major, foi apreendida pistola sem registro de procedência.

Em armários sem identificação havia mais de 20 tabletes de maconha e mais de 200 pinos de cocaína, vale ressaltar que pinos de cocaína também foram encontrados escondidos no teto da UPP do Caju depois que cães ao entrar no local começaram a latir muito em direção ao teto, além de uma pistola 380 raspada, caderno de anotações relacionadas ao tráfico de drogas e peças de munição sem identificação. Um total de 3.153 materiais usados geralmente em endolação de drogas também foram apreendidos durante a operação. Chamou a atenção ainda apreensão de uma chave micha, um pé de cabra e um alicate hidráulico. Todo o material será submetido à perícia.

A ação era para cumprir mandados de busca e apreensão na UPP e em outros endereços ligados a Frugoni, expedidos pela Auditoria da Justiça Militar. Na unidade, todos os policiais que estavam no local foram proibidos de usar aparelhos celulares e veículos foram revistados durante a operação. O inquérito na Corregedoria começou por suspeitas de desvio de munição e apreensão de armas sem que fossem apresentadas à Polícia Civil.

O comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro apenas divulgou o nome do comandante e da oficial que foram detidos e não quis informar o nome dos outros três policiais detidos.


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