Internacional

Comunidade LGBTI vai às ruas na Turquia por direitos e contra a proibição da parada gay

Forças repressoras do ditador Recep Tayyip Erdogan tentaram impedir a parada gay em Istambul, usando balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, porém os ativistas LGBTI resistiram bravamente e seguiram com evento, dezenas deles foram presos.

Usando a desculpa esfarrapada de “razões de segurança” para a proibição, a polícia do ditador Erdogan chegou prendendo e arrebentando. É o terceiro ano seguido em que o governo impede na cidade uma manifestação em defesa dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, transgênero e intersexuais (LGBTI). Mesmo usando a tática de se espalharem por diferentes lugares da capital Istambul, a polícia conseguiu prender mais de 40 pessoas.

Vários militantes foram detidos na rua Istiklal, na área central de Istambul. Segundo o comitê organizador da Semana do Orgulho Gay de Istambul, os detidos foram obrigados a escutar orações do Alcorão nas viaturas policiais.

Nas redes sociais, as associações LGBTI destacaram em uma declaração conjunta que “mais uma vez” as autoridades proibiram sua marcha, como ocorreu em 2015 e 2016. “No entanto, não estamos assustados. Não vamos dar um passo atrás nem vamos nos render. Estamos aqui de novo e vamos demonstrar que estamos lutando por nosso orgulho”, acrescentaram.

A Parada do Orgulho LGBTI era realizada em Istambul desde 2003 e foi ganhando importância até reunir 15.000 pessoas em 2014, sempre em um ambiente alegre e festivo. Em 2015, o Presidente Erdogan decidiu radicalizar o seu fascismo e seu governo passou a atacar ativistas da comunidade LGBTI na Turquia, desde daí a parada gay vem sendo profundamente reprimida.

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